Amigos desde a infância, em Belo Horizonte, Fernando Sabino e Hélio Pellegrino mantiveram entre si – e com Otto Lara Resende e Paulo Mendes Campos, com quem formavam o grupo dos “quatro cavaleiros de um íntimo apocalipse” – constante e divertida correspondência, como prova esta carta escrita pelo autor de O encontro marcado.

Rio [de Janeiro], 7 de junho de 1945

…“A vida nem sempre é, porém/ Toada de onda que vai e que vem” – Versos de Carlos Drummond de Andrade (ou de Mário de Andrade? – surgiu-me a dúvida)….

Incluída na primeira edição de Passeios na ilha, de 1952, esta carta/ crônica de Drummond é uma louvação a quem nasceu neste mês que, quase de maneira banal, é relacionado a flores, noivas e temperatura amena. Muito além do trivial, é por meio de evocação dos clássicos que o cronista, sem deitar erudição, homenageia o leitor ou aniversariante do mês.

…é colocada na mala irreal de uma posta feérica. Carlos Drummond de Andrade. Passeios na ilha. Rio de Janeiro: Simões Editora, 1952. [1] N.S.: Trechos da Ladainha Lauretana: Janua Coeli,…

Quando foi instaurado o golpe de 1964, Glauber Rocha viajava com Deus e o Diabo na Terra do Sol para o Festival de Cannes. Nas cartas que então recebeu do Brasil, evidencia-se o contraste entre o luto político e o deslumbramento de toda uma geração com o filme, cujo impacto causado em seu lançamento no Rio de Janeiro é descrito nesta carta de Gustavo Dahl.

Rio de Janeiro, 6 de abril de 1964

…um filme de Joaquim Pedro de Andrade, com roteiro baseado no poema homônimo de Carlos Drummond de Andrade. [4] N.S.: Ely Azeredo é jornalista e crítico de cinema, colaborador do…

…família dela, em Araraquara, onde seu “tio Pio”, que também se ligaria muito a Mário de Andrade, o recebeu várias vezes. A publicação dessa afetuosa correspondência, entretanto, contrapõe-se a outra,…