O Penumbrismo foi o período que se interpôs entre o Simbolismo e o Modernismo, caracterizado por um jeito suave de fazer versos. Atribui-se ao poeta santista Ribeiro Couto a criação desse “jeito”, que não chegou a ser escola ou movimento literário, mas marcou a poesia do período. Nesta carta, Rodrigo Octavio Filho pede dados para escrever o excelente estudo que publicaria em Simbolismo e Penumbrismo.

Rio de Janeiro, 22 de janeiro de 1957

Querido Rui,

Você é o amigo que desmente o ditado: longe dos olhos, longe do coração. Não calcula como falamos e nos ocupamos com você. Dentro e fora da Academia.

Acontece que, agora, eu é que preciso ocupar-me mais seriamente do poeta Ribeiro Couto, sua vida e obra.

Como você sabe a Instituição Lanagoitti, por […]

O conceito de homem cordial, desenvolvido por Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil, de 1936, tem origem na década de 1930, quando Alfonso Reyes, então embaixador do México no Brasil, fundou a revista Monterrey: Correo Literario de Alfonso Reyes. Entrou em cena, então, outro diplomata: Ribeiro Couto, embaixador do Brasil em Belgrado, que, entusiasmado com a iniciativa do colega, enviou carta, datada de 7 de março de 1931, ao Correo, publicada com o título “El Hombre Cordial, producto americano”, na seção “Epistolário” da edição de março de 1932, p. 3. Duas décadas depois, avaliando o caminho que tomara o seu “homem cordial”, Ribeiro Couto escreveu a Alfonso Reyes pedindo-lhe cópia da carta de 1931. Eis a resposta de Reyes seguida da carta que Couto lhe enviara:

México, D.F., 6 de marzo de 1952

…vida de todos os dias, ela toma vulto aos olhos do crítico, pois são índices dessa Civilização Cordial que eu considero a contribuição da América Latina ao mundo.” Ribeiro Couto