Joaquim Nabuco era aluno do Colégio Pedro II e tinha apenas 15 anos quando escreveu esta carta a Machado de Assis em resposta à saudação que o autor de Dom Casmurro lhe fizera no folhetim “Ao Acaso”, do Diário do Rio de Janeiro, em 31 de janeiro de 1865.

Rio de Janeiro, 1º de fevereiro de 1865

Meu caro senhor,

Tenho em vista o Diário de ontem, na crônica “Ao acaso” deparo com algumas linhas ao meu respeito, caídas de sua pena; li e reli o que sobre mim escreveu, e depois de meditar sobre estas linhas decidi-me a aventar sobre elas as duas considerações que se seguem:

Não sou poeta; as […]

Gonçalves Dias permaneceu na Europa, em missão oficial do governo brasileiro para estudos e pesquisa, de 1854 a 1858. Era dom Pedro II quem patrocinava os projetos, especialmente aqueles de documentos relativos à história do Brasil, no país e no estrangeiro, além de reunir, no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) um grupo de intelectuais dinâmicos. Em 1856, o poeta viajou para a Alemanha e, indo a Leipzig, em 1857, entra em contato com o livreiro-editor Brockhaus, que editará, no mesmo ano, três livros do poeta: Cantos, Os Timbiras e o Dicionário da língua tupi, idioma que o imperador chegou a estudar.

Dresden, 4 de março de 1857

Meu senhor,

A bondade suma de vossa majestade, dignando-se permitir-me que alguma vez ouse dirigir minhas cartas a vossa majestade, faz com que eu abuse dessa tão honrosa, quanto, na minha humildade o confesso, pouco merecida dis­tinção.

Demorei-me em Dresden estes dois meses para me familiarizar com a língua alemã, e também porque na proximidade […]

Gonçalves Dias permaneceu na Europa, em missão oficial do governo brasileiro para estudos e pesquisa, de 1854 a 1858. Era dom Pedro II quem patrocinava projetos, especialmente os relativos a documentos relevantes para a história do Brasil, no país e no estrangeiro, além de reunir, no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) um grupo de intelectuais ativos. Em 1856, o poeta viajou para a Alemanha e, indo a Leipzig, em 1857, entrou em contato com o livreiro-editor Brockhaus, que editará, no mesmo ano, três livros seus: Cantos, Os Timbiras e o Dicionário da língua tupi, idioma que o imperador também chegou a estudar.

Dresden, 4 de janeiro de 1857

Meu senhor,

Com a entrada do ano que agora começa é do meu dever levar à augusta presença de vossa majestade os sinceros votos que faço pela prosperidade da família imperial, assim como pela continuação do feliz reinado de vossa majestade.

Este dever que será sempre sagrado para mim confunde-se em parte com o reconhecimento […]

Grandes amigos e confidentes, estabeleceu-se entre Armando Freitas Filho e Ana Cristina Cesar uma relação “intensa e produtiva” e de “confiança pessoal e literária”, segundo o poeta. Eles tinham o hábito de trocar cartas como esta, mesmo morando na mesma cidade.

[Rio de Janeiro, 1982]

Armando,

Passei esta noite de sexta-feira escrevendo a continuação da “Aventura na casa atarracada” (história fantástica à moda de Poe),[1] e versificando seu poema “Na beira, com os olhos abertos”, como uma louca a compor quebra-cabeças de mil peças. Não são mil, mas reparo outra vez a insistência de seus effes; de trezentos […]

Casado com a atriz baiana Gessy Gesse, sua sétima mulher, o poeta Vinicius de Moraes viveu em Salvador entre 1973 e 1974. Sua moradia na praia de Itapuã, de onde escreve ao amigo Otto Lara Resende, lhe inspirou o poema “A casa”, mesmo título do livro publicado em 1975.

Salvador, Itapuã, 24 de janeiro de 1973

Otto, meu santinho,

Entreguei à menina o máximo de material que pude. Acho que para uma página dá e sobra, e haverá mesmo embarras de choix.[1] Controle a revisão, por favor, que é para não sair alguma cagada, embora eu saiba que a de vocês é ótima.

Estive no Rio por um dia, […]