Fundada em Paris em 1534 por Inácio de Loyola e outros seis companheiros, a Companhia de Jesus chegou ao Brasil em 1549, na armada de Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral enviado por Portugal. Os jesuítas, chefiados pelo padre Manuel da Nóbrega, tinham a missão de converter os indígenas à fé católica pela catequese e pela instrução.

Salvador, 10 de agosto de 1549

Ao doutor Navarro, mestre em Coimbra,

Gratia et pax Domini Nostri Jesu Christi sit semper nobiscum. Amen.[1]

Pensando eu muitas vezes na graça que o Senhor me fez, mandando-me a estas terras do Brasil para dar princípio ao conheci­mento e louvor do seu santo nome nestas regiões, fico espantado de ter sido para […]

Algum tempo depois do desembarque em terras brasileiras, os jesuítas perceberam que a fundação de escolas era a melhor maneira de formar novos sacerdotes para auxiliar os missionários no trabalho de catequese dos indígenas. O encarregado dessa tarefa foi o padre Manuel da Nóbrega, e, em 1550, foram inaugurados dois colégios: um na Bahia e outro em São Vicente – este deu origem à cidade de São Paulo.

Bahia, 9 de agosto de 1549

Ao padre mestre Simão,

A graça e amor de Nosso Senhor Jesus Cristo seja sempre em nosso favor. Amém.

Pela primeira via escrevi a vossa reverendíssima e aos irmãos largo, e agora tornarei a repetir algumas coisas, ao menos em soma, porque o portador desta, como testemunha de vista, me escusa­rá de me alargar muito, […]

Fundada em Paris em 1534 por Inácio de Loyola e outros seis companheiros, a Companhia de Jesus chegou ao Brasil em 1549 na armada de Tomé de Sousa, o primeiro governador-geral enviado por Portugal. Os jesuítas, chefiados por Manuel da Nóbrega, tinham a missão de converter os indígenas à fé católica pela catequese e pela instrução.

Bahia, [15 de abril de] 1549

Ao padre mestre Simão,

A graça e amor de Nosso Senhor Jesus Cristo seja sempre em nosso favor. Amém.

Depois de ter escrito a vossa reverendíssima, posto que brevemente, segundo meus desejos, sucedeu não se partir a caravela, e deu-me lugar para fazer esta e tornar-lhe a encomendar as ne­cessidades da terra e o aparelho […]

No dia 8 de março de 1500, Pedro Álvares Cabral partiu de Lisboa com treze naus a caminho das Índias e terminou por desembarcar no Brasil em 22 de abril daquele ano. A mudança na rota descortinou ao mundo terras então desconhecidas. Nesta carta histórica, o escrivão da frota, Pero Vaz de Caminha, descreve os acontecimentos da viagem e a nova terra ao rei de Portugal.

Porto Seguro, 1º de maio de 1500

Senhor,

Posto que o capitão-mor desta vossa frota e os outros capitães escrevam a vossa alteza dando notícia do achamento desta vossa terra nova, que nesta navegação agora se achou, não deixarei também de dar conta disso a vossa alteza da melhor maneira que eu puder, ainda que, para o bem contar e falar, o […]

Grandes amigos e confidentes, estabeleceu-se entre Armando Freitas Filho e Ana Cristina Cesar uma relação “intensa e produtiva” e de “confiança pessoal e literária”, segundo o poeta. Eles tinham o hábito de trocar cartas como esta, mesmo morando na mesma cidade.

[Rio de Janeiro, 1982]

Armando,

Passei esta noite de sexta-feira escrevendo a continuação da “Aventura na casa atarracada” (história fantástica à moda de Poe),[1] e versificando seu poema “Na beira, com os olhos abertos”, como uma louca a compor quebra-cabeças de mil peças. Não são mil, mas reparo outra vez a insistência de seus effes; de trezentos […]