Admirador do euclidiano e amigo, Drummond lhe escreve este bilhete em agradecimento a três livros que recebera, possivelmente os três lançados no ano anterior: Antologia da obra de Euclides da Cunha, Canudos e inéditos e Obra completa de Euclides da Cunha, para as quais Olímpio de Souza Andrade fez estudos, introdução geral e cronologia, comentários e vocabulário ou apresentações finais.

Rio de Janeiro, 31 de março de 1967

Prezado Olímpio de Souza Andrade,

Senti-me muito honrado por ter recebido de você essa prova de estima e de fraternidade intelectual, que é o oferecimento de seus três volumes consagrados a Euclides da Cunha. Conhecedor, há muito, de sua devoção euclidiana, que não é culto emocional, mas esforço de pesquisa, análise e divulgação da obra, […]

Em 1831, em meio a forte crise política, dom Pedro I abdicou em favor de Pedro de Alcântara, então com seis anos de idade, filho de seu primeiro casamento com dona Leopoldina. Foi obrigado a deixar o Brasil com a segunda mulher, dona Amélia de Leuchtenberg, e, na madrugada de 7 de abril daquele ano, noite da partida, ela, que estava com 19 anos e amava os enteados, deixou esta carta ao menino e futuro imperador dom Pedro II, como se pode ouvir na leitura em vídeo ao final da carta.

Rio de Janeiro, [abril de 1831]

Meu filho do coração e meu imperador,

Adeus, menino querido, delícias de minha alma, alegria de meus olhos, filho que meu coração tinha adotado. Adeus para sempre.

Quanto és formoso nesse teu repouso! Meus olhos choro­sos não se puderam furtar de te contemplar! A majestade de uma coroa, a debilidade da infância, a inocência dos […]