Apelos não faltaram da parte de madre Maria José de Jesus para que seu pai, o historiador Capistrano de Abreu, se convertesse ao catolicismo. Tampouco precisou de mais humildade, pois a tinha de sobra, para implorar o perdão do pai, que nunca aceitaria a escolha da filha, como mostra esta carta escrita dez anos depois que ela fez os votos de carmelita descalça no Convento de Santa Teresa.

Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 1922

Meu pai muito querido,

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Foi hoje, há onze anos, que pela última vez lhe beijei as mãos pedindo-lhe perdão dos inumeráveis desgostos que lhe dei com minhas faltas. Foi hoje: grande dia! Dia do triunfo da graça, da manifestação da Onipotência e da Misericórdia de Deus. Creia, meu pai, […]