Em maio de 1828, dom Pedro I, viúvo da imperatriz Leopoldina, recebeu a notícia de que a princesa bávara nascida na Itália dona Amélia de Leuchtenberg aceitara seu pedido de casamento. O contrato nupcial exigia o afastamento da amante do imperador, a marquesa de Santos, da corte, no Rio de Janeiro. Para cumprir a exigência do contrato, o imperador lhe escreve esta carta.

Rio de Janeiro, 13 de maio de 1828

Marquesa, Não foram faltos de fundamentos os conselhos que lhe mandei em mi­nhas anteriores cartas para que me pedisse licença de­baixo de pretexto de saúde para ir estar em outra…

Em agosto de 1822, na cidade de São Paulo, dom Pedro I, o primeiro imperador do Brasil, iniciara relacionamento extraconjugal que duraria sete anos com Domitila de Castro, futura marquesa de Santos. No começo de 1823, Domitila mudara-se de São Paulo para a corte, no Rio de Janeiro, onde vivia sob a proteção do imperador, que, nesta carta, mostra a intensidade de sua paixão.

Rio de Janeiro, 15 de dezembro de 1827

Filha,

Muitas cartas tenho eu rece­bido tuas que me têm escandalizado pela tua pouca reflexão a escrevê-las, mas nenhuma tanto como a de hoje, em que me dizes que nossos amores são reputados por ti como “amores passageiros”. Se teus amores para comigo são assim, é porque tua amizade para comigo te não borbulha no […]

Viúvo da imperatriz Leopoldina desde 1826, dom Pedro I continuava seu romance com Domitila de Castro, a marquesa de Santos, que se mudara de São Paulo para a corte, no Rio de Janeiro. Neste ano de 1827, enquanto o governo brasileiro negociava novo casamento para o imperador, ele combinava com a amante maneiras seguras de encontrá-la.

Rio de Janeiro, 27 de outubro de 1827

…filho, amigo e amante etc., O imperador Cartas de Pedro I à marquesa de Santos. Notas de Alberto Rangel. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, p. 297. [1] N.S.: Diplomata…